A vida repartida dia a dia, com quem vinha querendo que a vida, pudesse um dia ser vida.
Posso dizer, que alguma coisa aprendi ( primeiro com amargura, depois com essa dolorida lucidez que nos ensina a ver nossa feiura).
Aprendi, por exemplo, que não somos os melhores. Custou, mas aprendi.
Tempo largo levei para enxergar que era puro desamor a chama que crescia no olhar do companheiro.
Não somos nem melhores nem piores.
Somos iguais.
Melhor é a nossa causa.
Todos os que chegamos dessas águas barrentas e burguesas, para dar ( pouco soubemos dar) uma demão na roda e transformar a vida injusta dos que conhecem mesmo a banda podre, mostramos a nós mesmos, mais que aos outros a face verdadeira que levamos.
É repetir: melhor é a nossa causa.
Mas no viver da vida, vida mesmo, quando é impossível disfarçar, quando não se pode ser nada mais, do que o homem que a gente é mesmo, na prática cotidiana da chamada vida, que é a verdadeira prática do homem, somos sempre e somente como os outros, e muitas vezes como os piores dos outros, os que estão do outro lado, os não querem, nem podem, nem pretendem mudar o que precisa ser mudado para que a vida possa um dia ser mesmo vida, e para todos.
De: Thiago Melo
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